Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

domingo, novembro 27, 2005

Paradoxais Percepções.

E eu rasguei sua fantasia, a força necessária para que a máscara caísse. No chão a cintilar suas lantejoulas pelo salão em meio a confetes e serpentinas, suor, bebidas e o adocicado aroma do torpor.

E rasguei suas vestes e a vi nua e cintilou sua poesia, a arquitetura de suas curvas, derrapei, errei, deleite-me em tamanho prazer, em vê-la por assim dizer, nua.

E rasguei sua carne, vislumbrei a luz de sua alma, clarão impronunciável de poesia visual, indescritível cor, caberia um neologismo, uma nova cor, incomensurável.

E rasguei sua vergonha, ouvi as vozes intimas de seus sonhos. Vi as ninfas a dançarem pelos caminhos alvos da Via Láctea.

Por fim rasguei o verbo, disse, escrevi, tentei, todo o acervo de meus símbolos lingüísticos foram usados, formei sentimentos com a ponta da esferográfica sobre a face branca de uma folha qualquer.

Perdi-me, não posso encontrar os caminhos seguidos, não vejo a luz, não sinto, nem calor nem frio, dor ou prazer, flutuo.

Minhas palavras se perderam, minhas idéias se escassearam, meus olhos, cegos, minha língua, podre, meu coração, esfacelado.

Há, ainda, uma fresta que entra pelas grades da cela. Um feixe fino, que me acerta com fúria na face enegrecida, uma esperança.

E rasguei minha dor, novamente o vento, uivando nos morros e acariciando a face como o toque suave da amada após a realização da carne.

E as ondas tocaram meus pés, tocaram minha alma e acalmaram meu coração. Uma criança construiu seu castelo e a areia se moldou em sonho.

A princesa e o bravo guerreiro viveram felizes para sempre.

Mas voltou a onda.

E tocou a areia.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

na direção cheia, a Lua dos teus olhos
movo minha mão de encontro ao peito
rasgo a malha fina que me cobre
arranca de mim essa veste
veste minha alma de paz
corra, fuja, finja o quanto puder
mas sempre debaixo de suas idéias
reina o desejo de minhas palavras
por pouco saí de mim
por tão pouco vc se foi
por enquanto a cada visão do mundo
calma, fé e esperança...

12:11 PM  
Anonymous Anônimo said...

Entropia

"Derrepente a acao que foi subjulgada
se tornou lugar comum,
derrepente deixou o tudo que era certo
para seguir instintos desconstrutivos,
nao mais do que a certeza que seria
e pude ver do alto o que havia lá em baixo
e por tudo que já vi, de novo tive pena
nao mais como antes, nem tanto acolhedor
apenas um fio leve e fragil do pensamento
como se tudo o que era seria certo
foi inevitável sem a certza de sentir
sem segurança e sem o proprio amor
nao pode mais do que sentir o errado
por mais que fosse seu,
por maior que era a certza,
nao bastou, nao se bastou em crer,
e sem as asas de anjo que lhe imaginei
pude ver do alto o que havia la em baixo,
deixando de ser sonho
para a pura e cruel realidade,
deixando a mais bela utopia
para seguir seus instintos mais primitivos
nao como a falta de amadurecimento de uma criança
pura, simples , verdadeira,
e assim caiu,
como um alado anjo desolado,
que pude ver do alto sem seu brilho lá em baixo.
assim com a eternidade dos sentimentos
que apenas reconheço em pensamentos
duvida estatica de meus dias reais
perdido entre teorias e mentiras
perfeiçao dos fracos, sentimentos perdidos
instintos e crueldade,
do fundo só nos resta um espelho d'agua
tao reflexivo e desumano,
apenas a luz de uma vela acesa
de preces e oraçoes desesperadas
a fé pelo milagre,
e acura de um sentimento
a esperar pelo infinito,
tantas almas todas sozinhas,
multidao euforica de olhares furtivos
que nao separam os corpos dos coraçoes,
o flerte ja é fato a consumir
sejamos flanners de uma nova apreciaçao
deixemos de coisas ou seremos intrigas
e a vida passa no vermelho
com uma incrivel e milagrosa inocencia
perdida em bares e cigarros
procurando um pouco de alivio
sentindo no desespero dos Homens
a realidade contida nos sonhos
e perder a copia de uma chave que não abre
os sentimentos claros
que nao suportaram o peso da solidão."

9:42 AM  

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