Velhos Armários
Os armários são caixinhas de memórias que deixamos obscuras no canto do quarto de dormir. Eu também tenho meus armários, alguns ainda lacrados e acumulando restos de pele que trocamos durante o passar das horas, outros sendo abertos.
Senhoras e Senhores, alguns velhos papéis de meus cantos esquecidos.
O amor não é uma construção metafísica,
O amor não é mercadoria,
O amor é areia fina
Que passa por nossos dedos sem que possamos agarra-la.
O amor é carne...
É sonho difuso em noite tempestuosa
Contraditórios sentimentos
Miscelânia...
Sentidos em um mesmo sentido.
E quando fere ao seu amor
Fere-se a si mesmo.
Quando chora o amor
Chora a alma...
A alma do amante.A noite dos meus amores é hoje a noite dos meus tormentos. São visões disformes no torpor da dor e do desconforto. Mesmo o aconchego fraterno do lar é incapaz sanar as duvidas inquietas que circulam nos pensamentos mais desesperados de incapacidade.
Uma melodia singela nos ouvidos sujos não é mais o suficiente para acalentar um coração tão descompassado de uma mente incerta.
Palavras escarradas na madrugada como as belas prostitutas sujas que vagueiam nas ruas umedecidas de uma metrópole sem se perguntarem os porquês e somente aguardando o banco frio do próximo automóvel que vagueia na escuridão.
Como entender mudanças tão severas em tempos tão curtos. Tantas são as dúvidas que o fazem perseverar com a solidão escura do quarto de dormir.
A ausência completa do sono em noites de um inverno tropical seco e quente.
Paisagens psicodélicas que rodopiam em êxtase caótico nas entranhas nocivas do desespero e das inquietações infantis de uma mente ainda mais inquieta. São os sonhos que temos de olhos abertos os piores de serem sonhados, pois, estes nos negam o prazer do despertar para a realidade, são esses os sonhos reais que nos fazem chorar. Lágrimas incontroláveis e por vezes imperceptíveis que escorrem e se confundem com o suor frio da face dos desesperados, dos solitários.
A Fragilidade das construções humanas. A solides que se desvai pelos ares secos dos trópicos.
Efemeridade já por tantas vezes cantada, declamada para os artíficies escravos de si mesmos, que não se possibilitam a luta, reerguer-se das sombras melancólicas da noite.
Ps: Não tentem descobrir pessoas, circunstâncias ou motivos, são apenas fragmentos de folhas amareladas entulhadas nos velhos armários.

1 Comments:
Amor... quem és tu?
é vc q vejo?
Talvez...
não paixão, não!
devagar, como um tempo de espera
e tão rápido qto um adeus q já se foi..
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