Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Sujeitinhos

E lá estão eles! Sempre os mesmos, os mesmos sorrisos amarelos a mesma cara lavada, as velhas mentiras e algumas novas vantagens.

Nos cercam, sufocam o livre arbítrio e as vontades. E lá estão eles, sempre os mesmos, a rir com seus belos dentes e seus cabelos bem penteados. Eles usam black-tie.

E há o outro lado, o nós. E nós estamos aqui olhando para eles, talvez por que riam de nós, desprezam-nos.

Talvez algum dia algum deles saia, aí aquele ele perdido procurará pelo nós e nós o receberemos, mas não de forma tão cordial, zoaremos com ele um pouco, mas acabará quando a ultima garrafa for quebrada.

E aquele ele se tornará nós e nós sairemos pelas ruas prateadas de uma santa sexta feira a cantarolar algo do gênero “Ó Jardineira por que estás tão triste! Mais o que foi que lhe aconteceu”. E eles rirão dele e ele rirá conosco e continuaremos nossa marcha trôpega “Foi a Camélia que caiu do galho deu dois suspiros e depois morreu” e assim vai até ele perder a voz e nós perdermos a voz ou encontrarmos vós. Vós seguireis conosco ou teremos nós que irmos até o vosso reino?

E assim continua a grande dança dos sujeitos, encontraremos elas e algumas se juntarão a nós, passaremos por eles, ele que se juntou à boêmia jornada rirá conosco e com vós, rirá até perder a voz.

Hei! E tu? Não vens? Embriaguemo-nos. Como assim de que? Bom poderíamos citar Baudelaire, mas ou você já ouviu demais esse poema ou não entenderá. Ta! Esqueçamos a poesia e cantemos...”Bandeira Branca Amor! Não posso mais”...

E quanto a mim? O que tenho eu a ver com isso tudo? Bem eu me junto a eles, que na verdade somos nós, pois eles não gostam de nossas músicas, não gostam de nossos cabelos e têm inveja de nossa marcha trôpega. Não!!! Nunca usei Black-tie, mas seria legal, ficaríamos igual ao BB King. Poderíamos fingir ser eles, poliríamos nossos dentes amarelinhos e entraríamos em suas festas. Aposto que nós poderíamos transformar aquela caretice burocrático-pasteurizada em uma festa das nossas.

Mas tudo bem sigamos a marcha, ou a marchinha “Aonde tem mulher eu to! Eu to e fico a vontade! Eu sou igual ao papai na minha idade”. Mas será que nossos pais gostariam de nossos cabelos? Ou prefeririam que fosse igual ao deles? Ó mundo cruel.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Apenas eu
com rugas, risos e um gole
apenas eu
correndo , fugindo, trombando...
tropeço, cambaleio... saio rindo
apenas eu
grito, grito, cantando... mas grito
hahaha... q fazem eles sem o brilho dos holofotes?
eu?
ahhh... eu saio de camarada,
acendo um cigarro, escuto o som das vozes... e me cubro de ternura...
sem véu, sem pose, sem grana!
eu e o céu, outro cara ao lado
um desses q enxergam além das luzes...
e a noite sempre é boa...
poi é
apenas eu...
mas nem sempre sozinho!

12:57 PM  
Anonymous Anônimo said...

Ñ sei se entendi bem...é uma crônica muito legal...conflitos, preconceito...os anos passam, mas o tempo ñ...:(

2:53 AM  

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