Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

segunda-feira, abril 03, 2006

Percurso

A vista passa rapidamente pelas campinas, os desertos verdes constituídos de eucaliptos e cana de açúcar.

A velocidade do pensamento vai ainda mais rápida. Misturam-se acordes, melodias, frases, rostos possibilidades de futuro e concertos que deveriam ter sido feitos no passado.

Mas o trajeto continua, só há pequenas estações onde algumas pessoas entram e outras se vão.

Nas plataformas estão entes queridos, pais saudosos, filhos querendo abraços e há sempre alguém que espera seu amor com lágrimas nos olhos e a mão sobre o peito.

Mais uma imagem que é capturada pela memória.

Dentro dos vagões há sorrisos, o sono dos justos, a curiosidade da infância, e há tudo o que completará as pessoas que esperam na próxima estação.

A linha é sempre a mesma, é o mesmo o trajeto, a mesma paisagem, podem variar o número de bois nos pastos, mas geralmente não mudam muito. O que muda são os passageiros, alguns são sempre os mesmos, mas há sempre aquele para qual olhamos curiosos tentando decifrar o que se passa pelo seu pensamento, o quanto já chorou, como sorri, qual sua contribuição para as pessoas que o cercam nesse script mutante chamado existência.

Há belas damas que possuem frieiras em seus pés ou as axilas com pelos protuberantes, há pessoas que amaríamos para vida toda, há amigos que nunca abandonaríamos e pessoas com as quais nunca mais gostaríamos de nos deparar.

Mas todas descem, cedo ou tarde, aqui ou ali, em cidades ou nos campos, todos vão embora em determinado momento.

Elas alimentam as idéias. Os devaneios que temos muitas vezes nos trens que temos que embarcar. Onde a música se mistura com palavras, números e preocupações cotidianas como o vencimento de contas, o trabalho que deveria ter sido feito no final de semana e foi adiados, os filhos que estão ficando cada vez maiores e novamente os amores, possíveis e impossíveis.

E segue seu rumo o trem da existência na paisagem do mundo. Passa boi passa boiada, passa campo e cidade, passa gente e cachorro.

As paisagens, as pessoas, o trajeto, o trem a existência. Tudo passa.

Ficam as surreais pinceladas do pincel que nossa consciência ou inconsciência desenha na tela dos pensamentos.

Uma galeria de artes, um show de horrores, ou uma “casa no campo onde eu possa guardar meus amigos, meus discos e meus livros e nada mais”.

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Annabel Lee

POE


Hace muchos, muchos ãnnos
en un reino junto al mar,
una doncella vivía
y su nombre era Annabel Lee;
y esta doncella vivía sin otro pensamiento
que quererme y ser querida por mí.

Yo era un niño, una niña ella,
en ese reino junto al mar:
pero nos queríamos con un amor que era más que amor,
yo y mi Annabel Lee,
con un amor que los serafines del cielo
nos envidiaban a ella y a mí.

Tal fue la razón de que hace muchos años,
en ese reino junto al mar,
soplara de pronto un viento, helando
a mi hermosa Annabel Lee.
Sus deudos de alto linaje vinieron
y se la llevaron apartándola de mí,
para encerrarla en una tumba
en ese reino junto al mar.

Los ángeles, que no eran ni con mucho tan felices en el cielo,
nos venían envidiando a ella y a mí...
Sí: tal fue la razón (como todos saben
en ese reino junto al mar)
de que soplara un viento nocturno
congelando y matando a mi Annabel Lee.

Pero nuestro amor era mucho más fuerte
que el amor de los que eran nuestros mayores,
de muchos que eran más sapientes que nosotros,
y ni los ángeles arriba en el cielo,
ni los demonios abajo en lo hondo del mar,
pudieron jamás separar mi alma
del alma de la hermosa Annabel Lee.

Pues la luna jamás brilla sin traerme sueños
de la bella Annabel Lee;
ni las estrellas se levantan sin que yo sienta los ojos luminosos
de la bella Annabel Lee;
Así, durante toda la marea de la noche, yazgo al lado
de mi adorada -mi querida- mi vida y mi prometida,
en su tumba junto al mar,
en su tumba que se eleva a las orillas del mar.

7:57 PM  
Anonymous Anônimo said...

Diálogos poliédricos
_Xilindró_

Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: simplesmente-só...A’deus dará, dará?
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: mente simples ou simples mente-falso ou verdadeiro...Derradeiro ou pioneiro-complexo...
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: mierda, de boi, de cão...De gente-merda diferente-não fede nem cheira-as fezes ignoram as fases... faremos-amemos ...a escatologia-com‘o Andrade amou a ‘ntropofagia
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: quand’olho para mim me reconheço....quando olho para você o desconheço...essa será a diferença-da indiferença...
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: tu/ele/vos/eles y eu...quem seremos?
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: ahh? Bang/susto/to loca(o)... Por quem ?
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: sorri/falei/pisquei/fui a praia-flertei-gritei....pra mim
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: Antonio pare de sorrir para gramsci...gramsci não se cansa de antonio...casualidade-causuísmo ou loucura mesmo?
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: são momentos ..Antonio responde
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: são tormentos desdiz’Gramsci
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: era’nicotina...a lua y sua sombra rebelde...na esquina-pecadora....lingerie negra y fina-Antonio afoito...percebe Gramsci atônito-apaixonado?....perdido
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci y pergunta :Gransci troquemos de lugar...seremos Gransci Antonio-nunca responde Gramsci-fui Antonio Gransci y morri para Stalin ... proclamei ...os intelectuais y a cultura-ora Gramsci’ resmunga Antonio sem mim jamais seria Antonio Gramsci-Mussolini morreria feliz...
Antonio Gramsci sorri para Antonio Gramsci: monólogos de um mesmo nome’são aves siamesas-tais uma mesa de três pernas ou um caderno sem folhas-mas continue ...fale de vocês para mim...quem sabe não se identificará-/talvez...tentarei ...mais uma vez-morreremos no mesmo caixão-com a mesma lápide-na mesma hora-dia y idade...consequências...simples sortilégios-privilégios de um mesmo nome y sobrenome..
boa noite Antonio...boa noite Gramsci....

“LÍNGUA & DOMINAÇÃO”.
Comandos paragramaticais:
o puritanismo lingüístico nos meios de comunicação
_ Dramática da língua portuguesa _
Marcos Bagno
Em alguns trabalhos que venho publicando, tenho empregado a expressão comandos paragramaticais para classificar toda uma série de manifestações do purismo lingüístico que vêm encontrando amplo espaço nos meios de comunicação do Brasil nos últimos cinco ou seis anos. Evidentemente, a expressão é irônica, e minha intenção ao usá-la é justamente deixar claro que se trata de tentativas autoritárias de imposição de uma suposta norma culta daí o termo "paragramaticais". Não estamos falando, portanto, do gramático profissional, do filólogo conhecedor da doutrina tradicional e da longa especulação filosófica sobre a linguagem que data pelo menos do século III antes de Cristo. Estamos falando, sim, de gente que ouviu o galo cantar, mas não sabe onde.Os comandos paragramaticais são, em sua forma "clássica", livros destinados ao público em geral, escritos por autoproclamados "defensores da língua portuguesa" que investem contra os "erros comuns", a "invasão de estrangeirismos", a "ruína do idioma de Camões", a "pobreza da língua da atual geração" e outros supostos "males" igualmente graves. Encontramos esses argumentos alarmistas numa longa e fecunda coleção de obras desse tipo.”

8:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

sem comentários
você é vagabundo iluminado, primo-irmão de Kerouac, nas trilhas do México brasil

8:02 PM  
Anonymous Anônimo said...

M-eu comento-t-á-r-i-o

comentar, criticar o quê?
a sua perspectiva literária?
“os literatos foram todos para o hospício...”
“que toda palavra é uma cilada...” T.N
Cara, vocescreve, desenha suas idéias & orgasmeia sua divina suruba,
melhor é impossível
E,
o impossível é o abstrato pudor acadêmico,
Virtue(castells sabe!) assim, sim pelos trens, trilhos
que nos levam àquele lugar,
esse caótico & selvagem “apocalipse now”,
com ‘arilyn and Monroe
Naquelespaço público, da panamérica do Zé, a besta de Embu,
Sem esquecer, você é ó-t-i-m-o

chiquito daselva
escrevi outras coisitas, não as vi, tinta invisível?

10:35 PM  
Anonymous Anônimo said...

m-eu coment-o-tá-rio

comentar, criticar o quê?
a sua perspectiva literária?
“os literatos foram todos para o hospício...”
“que toda palavra é uma cilada...” T.N
Cara, vocescreve, desenha suas idéias & orgasmeia sua divina suruba,
melhor é impossível
E,
o impossível é o abstrato pudor acadêmico,
Virtue(castells sabe!) assim, sim pelos trens, trilhos
que nos levam àquele lugar,
esse caótico & selvagem “apocalipse now”,
com ‘arilyn and Monroe
Naquelespaço público, da panamérica do Zé, a besta de Embu,
Sem esquecer, você é ó-t-i-m-o


adendo: escrevi outros que não vi, tinta invisível?

chiquito daselva

10:39 PM  

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