Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

quarta-feira, julho 05, 2006

Alguns Centímetros

Merde!

Que se levantem as cortinas.

O circo de aberrações mentais de uma mente distorcida está de volta a todo vapor.

Como palavras encaixadas no tom. Uma voz que se transforma em instrumento.

Sol da meia noite. Meia luz na paulicéia. Reflexos de incontáveis lâmpadas de sódio em céus encobertos por monóxido de carbono e partículas de água mais pesadas que o ar.

O concreto armado mofado pela ação do tempo e escurecido pelo tráfego.

Os trens seguem seus destinos pré estabelecidos, eles não saem dos trilhos, e os trilhos deslizam rasgando a pele enrugada e coberta de cicatrizes de um pedaço de terra onde os pedaços de latifúndios são geminados.

Entre milhares de janelas que mantém a luz acesa durante a madrugada. Quando seu veneno se destila em mentes atormentadas e apaixonadas. Uma garrafa de vinho, alguns tipos diferentes de tabacos e uma pasta à Italiana.

Há a colcha de retalhos colorida, em algum canto ela se esconde. Rostos a alguns centímetros. A distancia necessária para se percorrer toda a existência e deixar de se questionar de onde viemos e para onde vamos.

As fumaças, de todos os tipos, cores, raças e credos.

E o calor. A efervescência do espírito em todo o espaço necessário para se descobrir onde está. Cinco centímetros, só malditos cinco centímetros.

Cinco centímetros inseridos nas pequenas partes do desvairado latifúndio. Corrompido pelo interesse imobiliário, pago com os salários mais variados, das mais variadas geminações que a mente e os organismos humanos são capazes de criar.

“Acho que estou gordo. Podia cortar o cabelo. Podemos viajar no final de semana?”

Merde.

Uma peça mal ensaiada onde ninguém sabe ao certo o momento de improvisar e o momento de se dedicar à fala. Falas pré-estabelecidas.

Concreto armado, ferro e vidro. Mosaico desconstrutivista de uma realidade humana.

Sentidos, sentimentos e carne. Mosaico hermeticamente perfeito de outra realidade humana.

Uma pela outra? Dentro uma da outra.

Deram as mãos.

Vista: uma rua úmida pela chuva do fim da tarde. As lâmpadas de sódio amarelando todo o ambiente. Um prédio, algumas luzes. No quinto andar, janela da direita, um quarto de dormir. Uma cama desarrumada e uma colcha de retalhos de cores quentes. Dois corpos desnudos.

- “Que dure, que seja eterno, que se perpetue o momento.”

- “Qual a distância? Cinco centímetros? Não....acho que menos. Perfeito”.


6 Comments:

Anonymous Anônimo said...

eleucidez

olha pra mim
de costas
olha pra mim
de frente
olha pra mim
de lado
olha pra mim
olha pra gente
y sente que sinto
que sou
sou 1 apaixonado
sou da paixão
- o exagero
do desejo
- o cheiro
da alma
- o romântico
do homem
- o prático & óbvio
... eu te amo
com olhos com boca que quero
Abandonado
Senti
o abandono
me joguei do nono
Andar
– estatelado Caído
Mas
lúcid’o sangue quente latino
apaixonado
Da janel’alguém espiava
So-rria
Chamava de volta
feliz y não sabia

Sabiá,
a sabiá cantava porque o sabiá não sabe cantar
sabia?
E-u ouvia sonhava

...Velho São Paulo Augusto Augusta
As meninas de Sampa são lindas
Tudo era uma farsa da Rita, véia tia american-A’
Paulicéia desvairada

Smacks!slews!splas!rissss! gostosa...


Viru
lenta Agoni-A
cinna

não grito
Kallado
peixes são mortos
Zôrrores
CaldaM`isturam
Seus tremas
Tremados
Tremalhos
Com ácido
Bar
Do bário
& da merda da sociedade
Dade dada dúvida
dadaísta
Morte anunciada
por asfixia porquê
não gritam como porcos
maS`orriem
qual hienaS`orriem


nas tr-evas urbanas

11:39 PM  
Anonymous Anônimo said...

intoleráveis castigos, maculam os lençóis de Foucault



a negação das borboletas,
sem asas,
lagartas listradas, presas aos caules da morte anunciada
pelos vôos rasantes que pulverizam inseticidas,
a folha a bicha e a carne da terra, sob elas o aquifero líquido fático da vida,
jazem os guaranis.

“...dedos infláveis, certo sim certo não, consolos,
de gozos em mão inglesa
ou na contramão,
ânus,& fálicos delírios dos ‘onhos de Freud por sua mãe-Cocaine.
segredos de telefones mudos,
surdos os gemidos do mundo,
as libações de Terezinha, pelo divino amante,
nas abadias do médio tempo,
em nome da rosa,
a comédia aristotélica,
foda onírica entre Joana de Domrémy e khristós,
nas fogueiras dos tribunais do santo’fício.
o sacrifício do ejaculador precoce...”

11:37 AM  
Anonymous Anônimo said...

muleke c escreve bem d mais...
ahei muito loco o testiculo...
akele abraco...
FIRULA

4:35 PM  
Blogger Clarissa said...

Não sei se começo me dirigindo ao eu-lírico ou ao criador. Enfim:

Leon - gostei muito da sua escrita. Complexa, mas descritiva e ampla, que nos permite visualizar abstrair. Se queria uma opinião "literata", lembrou-me muito Oswald. Ou seja, inovador e divino.

O dia em que criar coragem te mando o endereço do meu blog. Paupérrimo perto do seu... rs

Abraço.

12:52 PM  
Anonymous Anônimo said...

#############39857




aws ospitays
manicomyus
ospycius y prezidiuns
instituiçoes totays
do suicidium
morte matem o e-u
dum individro

percebisto?


resto da regi` aSSaSSina
fugi
caminhei 20000 leguas submarinas
em fuga constanty
100 destinum, seim
tornei um guerreiro klandestinum
nas kavernas das narynas...

8:10 PM  
Blogger Clarissa said...

Já sumiu de novo. Sou assim também. Tenho vômitos de escrita. Depois, o estado "são" me separa do blog.
Espero textos novos.

8:05 PM  

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