É Carnaval
E lá estão eles a desfilar seus sorrisos em almoço extra-oficial na casa do Ministro.
Senhor Moreira Passos, ministro da cultura em terra de bananas, Yes, nós temos swing, e a ONU nunca mais será a mesma.
Todos se esbaldam com a doce miscelânea sonora promovida pelos batuques afro-brasileiros-universais de nosso sério ministro Moreira Passos.
Tradição desgastada, não mais um branco rechonchudo róseo, desta vez, negro, magro, com cabelinho dread lock e desconfio, deve gostar de dar um dois pra ouvir stéreo.
Tem foto em jornal, grava Bob e desfila seus sorrisos ao lado do parceiro-brother-in-soul Caê.
Já foi mandado embora, voltou, e agora vai, oficialmente a qualquer lugar do mundo como o ministro mais samba-esquema-oficial do mundo.
“Só ponho bebop no meu samba quando Bush pegar no tamborim”. Aí sim veremos a romântica cena, sangue escorrendo no coro do instrumento. Como um desfile de escola de samba em que os músicos colocam a alma nas mãos para fazer brilhar o carnaval. Pena que não seja esse o caso do específico sangue que escorre das mãos do Bush. Aliás, creio que também não ouça bebop, “É som de preto, de favelado”, de vagabundo iluminado.
E outra, Bush, o estereótipo do branco róseo texano, orgulho da idolatrada White-anglo-saxan-protestant sociedade americana.
Mas Bush dançou? Ou dançará ao lado do pretinho-baiano-ministro-da-cultura?
Acho difícil, mas mantendo as tão louvadas tradições diplomáticas brasileiras, ele, Moreira Passos, ministro da cultura, faz o mundo sambar.
E lá estão todos, sorrindo, tem gringo no samba – “Moulata, Ceourveja, Samba” dedinhos ao ar. É carnaval.
E cá estou eu, “é né, pois é”, raios de luz abençoam as tropicais terras brasilis.
Tem dj Inglês. Pira, semelhanças totais entre as margens do Tamisa e sua fog com a Praça Castro Alves, que é do povo se tiver um abadá de XXXXXX reais. E como tem gringo, dedinhos ao ar “ceourveja, moulata, samba” e eletrônico.
E sai o Expresso, rumo à estação Finlândia Levando a Revolução para terras eslavas? Não não, esse expresso tem nome, 2222, e sobre ele, Moreira Passos, que um dia já foi conhecido como Gil, simples assim – “lá em Londres” – terra de dj que se apaixona pelo calor, swing “moulata, ceourveja, samba”.
Que os blocos sejam postos na rua, e que as ruas sejam preenchidas com o povo, sem abadá, branco, preto, azul, amarelo, vermelho, verde.
“Pra tudo se acabar na quarta feira”

5 Comments:
Ora de estar premeditadamente tenso
Ora estirado à tensão muscular da língua,
Calado.
Sou pelo que não sou.
Sou a farsa locucional
Do diálogo dos atores deste espetáculo sem platéia,
Narcíseo na imagem de um espelho quebrado,
Part'o olhar, os olhos vítreos - Distantes.
Sábado sim,
Sábado novamente sim,
Sábado mais uma vez sim,
Sábado em que não nega ser um sábado, sim
Sábado constantemente sim.
Sim sábado sem ninguém - Sim.
Aquele velho desejo incompreensível para todos, menos para mim,
Velho & antigo como o bolo só, atrás do vidro embaçado,
Daquele velho bar de Quixadá.
Por onde corria o tempo escasso da espera inútil
Da eterna ausência das horas.
Me-u frame pagão, mais pagão do que Caeiro - que não usava relógio.
Sem rebanhos, sem Fernando, ali, era um ortônimo parado.
Alônimo, criptônimo, heterônimo, pseudônimo & redundante.
Quem fosse, mesmo rápido fosse, qualquer gole ou trago – Fosse.
Para que tudo noitecesse na cama: comece, cresça, saia y desapareça
Rapidamente com esta triste tristeza presa y sem pressa, no escuro dos olhos negros.
Estou aqui mais um dia, mais um, mais outros, assim e-u espero à meia-noite o surto.
Maquiado correto risonho`a indicado`a...”
Sob o patrocínio dos gênios das sociedades espetaculares
- O `Brush,
1 locutor fiel escudeiro,
Dança canta proclama para bilhões de olhos do planeta
... Louvor y conivência,
A Dama de ferro fascista,
Produtora Diretor de milhões y milhões acumulados nas faces ocultas do capitalismo,
Do senhor doutor história da escola evolucionista’rmamentista,
Com suas estatuetas fálicas de um Oscar dourado
: “- Autoritária...”
Grito berro aviso
: “– Oscaralho,
Que usam por baixo calcinha acizentadas do chumbo retirado dos cadáveres vítimas de suas guerras imperialistas
... Invadem nossos olhares, gestos, fragmentos artísticos y literários,
Nossos guetos, nossas clandestinidades,
Com seus doces açucarados seus cigarros peitos y bundas’iliconizadas,
Suas velozes máquinas caixas armas automáticas,
Tudo comprável em cartões magnéticos ou pelo novo marketing cibernético...”
Em seus lares guardados protegidos,
Os Big Brothers - sobrevivem incólumes esses cruéis bispos intumescidos por suas escatológicas ideologias,
Já berrava Zé Almada Negreiro
: “-BASTA PUM BASTA!
UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D`INDIGENTES, D`INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!
ABAIXO A GERAÇÃO!
MORRA O DANTAS, MORRA! PIM!
UMA GERAÇÃO COM UM DANTAS A CAVALO É UM BURRO IMPOTENTE!
UMA GERAÇÃO COM UM DANTAS À PROA É UMA CANÔA UNI SECO!
O DANTAS É UM CIGANO!
O DANTAS É MEIO CIGANO!
O DANTAS SABERÁ GRAMMÁTICA, SABERÁ SYNTAXE, SABERÁ MEDICINA, SABERÁ FAZER CEIAS P`RA CARDEAIS SABERÁ TUDO MENOS ESCREVER QUE É A ÚNICA COISA QUE ELLLE FAZ!
O DANTAS PESCA TANTO DE POESIA QUE ATÉ FAZ SONETOS COM LIGAS DE DUQUEZAS!
O DANTAS É UM HABILIDOSO!
O DANTAS VESTE-SE MAL!
O DANTAS USA CEROULAS DE MALHA!
O DANTAS ESPECÚLA E INÓCULA OS CONCUBINOS!
O DANTAS É DANTAS!
O DANTAS É JÚLIO!”
Não haverá pedra ou obstáculo no caminho até a esquina y sua transversal,
O medo correrá em desespero,
Fugidio atira-se sob a nave louca, insurgente,
-Transformista.
Mort’a’lma positivista tecnocrata financista acadêmica de letras em câmbio,
Resta o lobisomem do mato, a mulher homem das paraíbas,
O homem’ulher das praças públicas,
O livre beijar das diversidades
- Libertos pelo travestido diabólico desafinador do coro dos contentes y proficientes,
Que transa com o corpo lingüístico da revolução das bixas
Y
Beija as línguas dos excluídos.
Coloca em fuga o medo dos enrustidos críticos y seus textículos
: - “Fora Dantas... Pum!”.
"O FILME"
THRILLER
“As min’assassinas de crianças, por mais 1000 anos”
Sol, Rei Astro do Sistema: “Dramática, 506 anos de dominação”.
Cinema em 5ª grandeza nas produções cinematográficas,
Luz , Câmera _ Ação _ Terrorismo, Exotismos & Banquetes, Sopa de Cachorr’ou Fome,
Exclusões. 1° PLANO: “Presídios & MAMORRAS com direito à torturas - Presos Alucinantes”.
CENA 1: “Praça da Paz Celestial, China “Xinga & Prende” em cenários vermelhos: 1Tigr’em expansão. PLANO DE FUNDO: “Tibet & Juventude Rebelde - Assassinados”, CENA 2:“ Atores Militarizados Tanques de Guerra – bombardeios a civis, contracenam com um Capitalismo prenhe – Brasília - Sensual & Mundana’oferece: BRASIL NEOLIBERAL, poço do Fundo - ATOR PRINCIPAL”.
DISTRIBUIÇÃO / PRODUÇÃO: “Global Domínio das grandes CORPORAÇÕES $ Guerra e Paz & CIA, nossa Fome, nosso Destino. Máquinas de Petróleo, Soja, Remédios - Gritos, dores & sofrimentos. Uaiii...”.
DIRETORES / PROTAGONISTAS: “Estrangeiros, burocratas, banqueiros Y figurantes oportunistas navegadores do dinheiro do Planeta”.
CENA PRINCIPAL: “A Universal Igreja contracena com seus atores congressistas + os restos dos Antigos Amantes Albaneses, refugos da - Vetusta Europa, deusa rainha, esposa de OTAN, Prostituída, dominada, esfaqueada na esquina nova-iorquina pelo louco amante, inimigo do Planeta, definha comprometida, assustada com o futuro de seu filho, um clone italiano chamado Euro’s, resistirá?... SUSPENSE”.
CENA FINAL: “ MADE IN USA, ABUSA, DESTRÓI & MATA, À QUEM EM SEUS BRAÇOS NÃO SE ABRACE & DEITE, COM’O UMA PROSTITUTA FIEL”.
CORTA/
IMAGEM : “AQUI JAZ 1 PLANETA”
CORTA/
“TH’END...”
(...)
Quando esta arma atira
Há ciladas & aí cuidado
Não tem mãe
Nessa língua
tem rima
Não tem melodia
Nem estética
tem mentira
& hipocrisia
Toda arte
Todo artista
que copia
não inventa
Trai nas costas da POESIA
E em seu nome assassina
poetemos pois
(message to the rotten band "the force policeman squeezes only the people / and only the own people will go combat - there / therefore / no there is because he fears - there / she is our enemy / occult subject for ellipse... ")
... e'u
MEPHISTO
“Maybe, I will Try once again,
We will die in the same Coffin,
with the Same Tombstone,
in the same Hour, Day & Age.
Simple Spells,
Privileges of a Same Name & Last name”
:” Good night Antonio”,
“Good morning Gramsci “.
SÔ(´)
embebedeiros notívagos escorrem na boca
as liturgias no sabor do exagero
que o filme de Spike Lee projeta
no Brooklyn ou nos quimbáus do mundo
o destempero da carne
o rejeito da vida
PORRA!
O vinho & o cálice
para que se calem as línguas nas tetas
das orgias do CAPITAL dominante
transformado em panDEMÔNIO dos DEUSES
comentário que tem por objetivo
esclarecer ou interpretar minuciosamente
1 texto ou 1’a palavra
o espírito do SANGUE é vermelho
nos olh-ares verdes da Serpente
rotulado de DOIDO DE PEDRA
vinha a rolar lá do Méier
o sinistro pedregulho boliviano (famoso ladrão)
no cafundó do pó de LOCA
1 KAÔ de pseudo-s artífices Londrinos
a dar vivas aos‘inistros stalinistas
&
ao’serial killers
no poder da GUERRA
enquanto nesse mundo
esta TERRA
filosofa’ misera VIDA
solitária & bêbada
daqueles VINHOS
falseados no Botequim de CHELMSFORD
nas barbas da RAINHA
caía O BRASILEIRO comunista
(& não era nenhum BAUDELAIRE imigrante disfarçado)
APESAR de sua alma encarcerada em 1’a solidão vítre’A
cantar no lixo
dentro de 1 garrafão
o se-u ódio
melh’or pi’or
a sua ODE ao EXÍLIO
enquanto
duas putas & um traveca
europeus
disputavam se-u coração de CAVALHEIRO
(sir or no sir)
o espírito SANGUE de Baco
escoante pelos bueiros paulistas
aos olhares das amadas chorosas
pela ausência do fruto desejo
a picardia de outrora
agora ô nunca
na sede mundial das Testemunhas de Jeová
localizada no Brooklyn
assistia-se 1 verso
no avesso da telúrica TUMBA
“o epitáfio
sem fio
desequilibrado
no abismo”
...................
...................
...................
...................
“à Dor deste desESPERO
encolhido pelo frio magiar
coagido pelos gritos
assassinos de HITLER & STALIN”
(...)
Sobre ti tombarei, vegetal ambrosia,
Grão precioso que lança o eterno Semeador,
Para que enfim do nosso amor nasça a poesia
Que até Deus subirá como uma rara flor!
Baudelaire
É carnaval.
Talvez o retrato mais intenso e esclarecedor - na medida do impossível... - tenha vindo de você.
A entrega insana de seres - brasileiros ou não - que passam o restante do ano no ostracismo é algo estranho.
Seu relato foi uma visão que me agradou, jack soul brasileira.
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