Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

quarta-feira, maio 16, 2007

Viagens Mentais 2: Eu, eu mesmo e um maldito eu escondido em mim.

Eu, eu mesmo e um maldito eu escondido em mim.

É mais ou menos isso, ou apenas confusão mental momentânea. Nada de existencialismo vão, talvez a metafísica não solucione meus problemas, aliás, creio nem eu mesmo poder resolve-los.

Vamos à análise da conjuntura.

O contexto se insere na virada de uma vida normal em uma cidade banal com vivencias banais, nada mais do que construção do eu. O jusnaturalismo agindo livremente em meio à contaminação social do ser.

Mas, como caos matemático, como gotas de líquidos sobre superfícies acidentadas, surge em meio à normalidade estúpida da vida o percalço.

Justamente aí reside o conflito entre o meu eu social, meu eu político e o meu eu lírico.

Meu eu social é uma fantasia lavada e desbotada, sem muita graça, que se esforça para pagar as contas, ou seja, uma débil engrenagem da maquinaria moderna.

Meu eu político está em crise, justamente posicionado entre o eu lírico e o eu social. O que torna a situação ainda mais complicada, posto que esse eu político é o que busca resoluções.

*Pausa no pensamento: desvio mental 1 – Política – Para mim o ato de viver em sociedade e tecer teias comportamentais estabelecendo relações, abrindo caminhos e fechando portas; ato necessário à vivencia em sociedade e à sobrevivência nos meandros obscuros da concreto-armado-ferro-monóxido-de-carbono selva.

Por fim entra o ultimo personagem da dantesca trama, o eu-lírico. Qual é a desvairada face desse eu?

Todas! Posso ser liricamente tudo, Campos, Caieiro, Boca do Inferno, enfim, vários eus. O problema é que minha região helenisticamente bela não tem localização, ainda.

Minha Arcádia pós-moderna talvez esteja reservada em algum canto obscuro da terra onde haja menos monóxido de carbono pairando na atmosfera.

Se bem que vivo em uma localidade onde não há tanto monóxido de carbono assim.

*Pausa no pensamento: desvio mental 2 – Ares com menos monóxido de carbono excluem meu quarto de dormir impreguinado com a queima de tabacos.

Retornemos à Acádia, ou Éden ou Valhalla ou Olimpus ou sei lá que porra de nome dar a um não-lugar onde encontrarei paz. Penso na Palestina, mas não conseguiria me manter alheio à matança divina.

Contratarei um pacificador, suíço, ou holandês. Esse povo entende de não se meter em assuntos que não lhes dizem respeito. Não. Já desisti da idéia do pacificador, preciso de alguém que tome posição frente aos eus em conflito.

*Pausa no pensamento: desvio mental 3 – Psicologia: Ciência que estuda as idéias, sentimentos e determinações cujo conjunto constitui o espírito humano. (Não)

Psiquiatria: Parte da medicina que estuda as doenças mentais.

Estarei eu doente? ou criando doença? se estiver doente, psiquiatria, caso invente essas doenças, psicólogos.

Droga. Eu social, Tchau!

Eu político, CPI pra você!

Garçom! A saideira e fecha a conta.

4 Comments:

Blogger Clarissa said...

Quer um conselho? só existe um "eu" em todos nós das Humanas: é o eu-lírico. Aquele impulsivo, aquele que é sinestésico, que não conesegue se desvincular das sensações.
Se eu entendi bem a mensagem, já passei por essa "rinha no gel" entre "eu"s, mas foi uma fase confusa, difícil, mas muito importante: afinal, é por conta disso que hoje sei que SÓ EXISTO EU-LÍRICO!

Gostei do post.

7:37 PM  
Anonymous Anônimo said...

NADA MAIS ME CHOCA


há que haver 1 Sonho
em ti
a me permitir o Beijo
nesse tardio despertar
onde das horas sou o desassossego
a noite me espera
não me espere mais
a mulher madura se acha a tal
ninguém tira farinha com ela
LITERATURA
É a rua
É O GUETO
É o bigode do rato de bueiro
A palavra
‘cilada
O beijo
‘gozo
os estilhaços
da poesia
Tô de 4
no
desespero
(nas palavras mudas da intenção)
“LIBERTE’sses peitos’deixem livres”
antes que os eunucos tosquiem o PRAZER de lambê-los
antes que as bocas queimem pela pimenta tabuista
antes do gozo da gastura precoce
antes da missa do galo que berra
aos olhos de Marianinha do Bolebole
agachadinhos, atrás do jardim da igreja
na cara do MESSIAS
na cara de MARIA
na cara de PAU do PADRE
que confessa com as mãos nos troços
depois, bem depois da casa do guarda
que prende arrebenta & afaga
o caramba

7:04 PM  
Anonymous Anônimo said...

Porém Rapidamente Morrer

Seiva do Amoníaco malditos populares
canta Rebenta' voz & tenta me'nganar
volt'e meia sola' pertad'o sapato'
pé inchado' nariz vermelho & irritado

nas curtas hor'as poucas cam'as
lâmin'as gotas colírios'
olhos deste seu olhar mistério
desta fama sua bandida

no leito do inferno
com as portas cerradas ao tédio
ama & vadia o dia' noit'e
na escadaria do prédi'o

nde 1 corpo lança-se
do 97ºandar cai & volta'ndar
& caminha por aí sem l'
ar

10:47 PM  
Anonymous Anônimo said...

TERRÁQUEOS





Corressem fugidi'os rios às praias da Solitária ilha - Prometida,
Logo Netuno imperativo pelo ciúme a cobriria com seus tristes mares deformados.
Derretid'os montros de Gellus pelo calor ardente de Plúmbea - Antrivea Sereia.
Pingüins focas leões marinhos sumiriam'ortos chacinados pelo culpado Hominis,
Nos buracos Celésticos, fragmentos perdidos nas polaridades do astro azulado.
Cada dia estaria próximo à noite eterna, o fim do brilho da vida.
Nas Boréias, ali bem próximo a Trintia,
Aconteciam as trágicas guerrasantas de Líveos & Bolias,
Loris - Pacífica anfíbia viva,
Longínqua moradia lá no berço de Mátria - A mata Amazônica,
Imóvel tentadora - Atrevida.
Ignorava irresistível como sempre o medo desse dia.

10:54 PM  

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