Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

sábado, fevereiro 17, 2007

É Carnaval

E lá estão eles a desfilar seus sorrisos em almoço extra-oficial na casa do Ministro.

Senhor Moreira Passos, ministro da cultura em terra de bananas, Yes, nós temos swing, e a ONU nunca mais será a mesma.

Todos se esbaldam com a doce miscelânea sonora promovida pelos batuques afro-brasileiros-universais de nosso sério ministro Moreira Passos.

Tradição desgastada, não mais um branco rechonchudo róseo, desta vez, negro, magro, com cabelinho dread lock e desconfio, deve gostar de dar um dois pra ouvir stéreo.

Tem foto em jornal, grava Bob e desfila seus sorrisos ao lado do parceiro-brother-in-soul Caê.

Já foi mandado embora, voltou, e agora vai, oficialmente a qualquer lugar do mundo como o ministro mais samba-esquema-oficial do mundo.

“Só ponho bebop no meu samba quando Bush pegar no tamborim”. Aí sim veremos a romântica cena, sangue escorrendo no coro do instrumento. Como um desfile de escola de samba em que os músicos colocam a alma nas mãos para fazer brilhar o carnaval. Pena que não seja esse o caso do específico sangue que escorre das mãos do Bush. Aliás, creio que também não ouça bebop, “É som de preto, de favelado”, de vagabundo iluminado.

E outra, Bush, o estereótipo do branco róseo texano, orgulho da idolatrada White-anglo-saxan-protestant sociedade americana.

Mas Bush dançou? Ou dançará ao lado do pretinho-baiano-ministro-da-cultura?

Acho difícil, mas mantendo as tão louvadas tradições diplomáticas brasileiras, ele, Moreira Passos, ministro da cultura, faz o mundo sambar.

E lá estão todos, sorrindo, tem gringo no samba – “Moulata, Ceourveja, Samba” dedinhos ao ar. É carnaval.

E cá estou eu, “é né, pois é”, raios de luz abençoam as tropicais terras brasilis.

Tem dj Inglês. Pira, semelhanças totais entre as margens do Tamisa e sua fog com a Praça Castro Alves, que é do povo se tiver um abadá de XXXXXX reais. E como tem gringo, dedinhos ao ar “ceourveja, moulata, samba” e eletrônico.

E sai o Expresso, rumo à estação Finlândia Levando a Revolução para terras eslavas? Não não, esse expresso tem nome, 2222, e sobre ele, Moreira Passos, que um dia já foi conhecido como Gil, simples assim – “lá em Londres” – terra de dj que se apaixona pelo calor, swing “moulata, ceourveja, samba”.

Que os blocos sejam postos na rua, e que as ruas sejam preenchidas com o povo, sem abadá, branco, preto, azul, amarelo, vermelho, verde.

“Pra tudo se acabar na quarta feira”