Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Uma Imagem que diz Mais que Mil Palavras


Tri Campeões Mundiais. Parabéns São Paulo Futebol Clube. Em sua grandeza, nunca superada por time algum em Terras Brasilis, mais uma vez demonstrou a graça e principalmente a raça do futebol brasileiro. Fomos até o Japão, novamente, e voltamos consagrados campeões, Novamente.
Caros amigos defensores de outras bandeiras utilizem-se do arsenal de babaquices prontas e sempre na ponta da lingua para nos ofender, mas nenhuma outra equipe brasileira pode tremular as cordas vocais e descarregar a voz para gritar alto TRI CAMPEÂO MUNDIAL.
Suas ofenças fazem nossa força e nossa Glória, que é infinitamente maior que a de vocês.
Aos derrotados, muito obrigado.
Aos Campeões, Toda a Honra da Vitória.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Percepção: Solidão

Alguém já se sentiu realmente só?

Como uma borboleta solitária a vagar por jardins alheios a procurar da mais chamativa flor, aquela que as cores brilham mais fortes em seus sensores, olhos, ou sei lá como me referir aos órgãos sensitivos de uma borboleta.

Como velhos Blues, canções recheadas com sangue e suor negro. Banzo, Solitude, Saudade, palavras que definem um sentimento tão abstrato ao ponto de não ser definido, sentir falta de, ou ato ou efeito de saudade, não sei como nosso dicionário explica com palavras. Mas a música explica com lamentos, frases lentas, refrões fortes Like a Strange Fruit, flores ao lado da orelha, o bar em silêncio, Albert Sinatra degustando a melodia e alguns copos de whisky.

Banheiros de rodoviárias fétidos como o cheiro que o inferno deve ter, prostitutas a oferecer carne crua nas ruas e bêbados sem futuro implorando por uma dose de qualquer coisa e algumas moedas.

Jornais, latas de cerveja e refrigerantes, garrafas de cachaça realizam a coreografia sinistra da noite se lambuzando de urina, água turva e asfalto, monóxido de carbono encerrando o espetáculo quando as cortinas negras descem cuspidas de um velho automóvel barulhento que conduz seu dono a mais uma entediante jornada de trabalho, que promete muita dor aos seus músculos ao findar de mais um dia.

Uma mulher derruba uma lágrima, feliz, triste, solitária, dor ou amor, ou as dores do amor. E aquele fragmento cristalino de sentimento se precipita face abaixo para percorrer todo o caminho de sua fisionomia perfeita. A lágrima de uma mulher.

Sangue! Escorre por calçadas, tinge águas de um velho lago, mancha a maciez e brancura de um algodão. Nos mantém vivos, segue seu rumo no transito caótico de nossas veias.

E nos sentimos solitários, novamente Sinatra, dessa vez envolvido com a máfia, bebendo demais e desgastando sua voz. A flor no cabelo jaz ferida e feliz, hematomas no ébano de sua pele, semem em suas entranhas, a voz calou-se, More one Strange fruit down.

“Hey Bartender! My girl left me last night! One bourboun, one scotch, one beer”

Mares verdes são todos negros em grandes profundidades. Tudo é negro em grande profundidade, em grandes altitudes também. Grandes buracos negros esperam por nós, pairando sobre nossas cabeças ou abaixo de nossos pés.

Como a grande noite que acolhe a todos. Queimamos nossas vidas como se fosse o ultimo cigarro, devagar, mas não tão devagar para que se queime sozinho, saboreamos cada tragada que aquece nossa garganta e aumenta a satisfação de um cérebro viciado.

O ultimo cigarro, a ultima tragada, ultimo sopro de morte. Sozinho, solitário.

E no fim o grande buraco negro se alinha perfeitamente sobre nossos pés.

O que vemos no momento da morte. Emagrecemos 21 gramas, segundo um filme. Mas sinceramente. Há luz no fim do túnel?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Árvore de natal!!!

De forma rápida e abrupta. Assim. A velocidade controlando impulsos elétricos alucinógenos em alta freqüência através das cabines telefônicas de nosso cérebro.

Centrais de informação densa e complexa. Um trafego e por que não um tráfico tal qual o das maiores aglomerações urbanas humanas.

Nossos queridos formigueiros, com a diferença de que, ao contrário das formigas, sabemos transformar areia em concreto. Uau! E surge mais um arranha-céu com sua pequena torre a piscar uma luz vermelha para avisar os aviões!!! Oi eu to aqui! E a grande árvore de Natal dos paradoxais complexos urbanos se enfeita cada vez mais.

Pronto. Pra não dizer que não falei do Natal. Cristãos de carteirinha! Embriagai-vos! Afinal nasceu o salvador. Embriaguemo-nos sem tréguas.

Mas pensemos por outro lado, o reflexo do “Espírito do natal” na nossa civilização. E BOMBA!!! Explosão de cores, pessoas e claro, gastos. É tempo de festas, o trabalhador ganha o seu 13º salário, o juiz, o deputado, o promotor, o senador... enfim, todos os que Têm, Sabem e São, ganham seus (13º, 14º,15º...) mais gratificações, férias de três meses, auxilio sexo e sei lá mais o que damos a esse pessoal gentil que toma conta do país para que possamos perder tempo passeando pelos shopping centers e calçadões nos atolando em crediários em 345278119763523674 vezes com um jurozinho de 5% ao mês.

Realizamos o Sonho Brasileiro...

E as cidades brilham, as pessoas transitam de um lado para outro, e deve existir outro idiota além de mim que preste atenção em tudo isso e se delicie.

Embriagai-vos! Nasceu o Salvador! Embriagai-vos! Novo ano! Vida Nova! E assim vai, uma estrutura viciada, uma engrenagem enferrujada que é um motivo a mais para Nos Embriagarmos.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Viagens Mentais 1.

Perdemos a cabeça e tudo o mais. Alguma coisa acontece nos bastidores da vida para que coincidências exageradas façam com que nos sintamos pequenos.

Uma espécie de teoria da conspiração caótica em miniatura. Não me refiro a planos governamentais para o controle das reservas petrolíferas do mundo.

Uma guerra interna somada a alguns elementos desconhecidos. Creio que nossa própria mente faz com que criemos possibilidades.

A busca pelo desejo, muito maior do que a busca pelo desejado.

E a efemeridade, sempre presente, morremos, trocamos, escolhemos, vamos em frente, por vezes voltamos, mas as águas do rio são outras.

Esperamos sentados ou centavos talvez.

Algo de material que nos torne menos nós mesmos, que supra lacunas intimas, como feridas de vaidades afetadas pelo seu status quo displicente.

O pensamento vagueia por acidentes geográficos mentais, montanhas que não consegue escalar, rios que não pode atravessar. Criamos então, na nossa sã mente humana (que cria e destrói tudo que cria) mecanismos para atravessarmos os desfiladeiros psíquicos. Aviões que transitam por desfiladeiros, montanhas, vales, planícies e qualquer outro título que simbolize características geográficas. Pronto, o ser humano venceu a si mesmo.

A arrogância vence sempre, mas sempre se perde, somos mais humanos do que os homens que não conheciam os aviões?

Claro que somos, temos metralhadoras e transplantes de partes do corpo, construímos e destruímos com mais rapidez. Alguns chamam modernidade, outros vão além, pós-modernidade. Chame como quiser, seja você o que desejar, moderno ou pós moderno.

Reflexões banais de uma mente banal em um canal banal de propagação de informação.

Uma viagem sem psicotrópicos, nada, mente. Ela abre esses espaços para que saiamos de nossos corpos, nos desvencilhemos do fio de prata e possamos visitar a morada dos anjos. Completamente sãos.

Ou nem tanto, se o pensamento é são, por que tanta loucura? Somos nós a imagem e semelhança de Deus. Coitado.

Ou não, a cópia pode ser melhor que o original? O pupilo supera o mestre?

Só Deus sabe.

Isso é. Se não for ele mais uma criação da mente humana prestes a ser destruído.