Visões, Viagens, Percepções

Uma mente inquieta num mundo em transformação constante e rápida. Uma criança ávida pela busca de saber melhor onde se encontra e qual seu papel nessa Grande e Divina Suruba chamada Vida!

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Viagem: Carência.

Sim! Quero tornar me um tolo. Só pelo momento de um sorriso. Pelo toque delicado de uma mão. Um toque que traduza um léxico intero de sentimentos em minha face.

Quero me embriagar de poesia, para aquela que pousar nua no atelier de meus sonhos. Aquela que me faça querer ser alguém melhor, alguém que amanheça com os lábios entreabertos exalando o suave perfume de rosas vermelhas expostas ao orvalho primaveril.

O peito a se apertar pelo demorado arrastar das horas, pela espera da campainha irritante do telefone. Abandonar as nuvens e rever o luar. Enxergar o pôr do sol com uma luminosidade nunca antes vista.

Quero sim! Sim! Não saber o que dizer, não saber como reagir, tremer ao tocar as mãos, a incerteza. Deve ser perfeito, não pode haver falha. O tolo.

Um imbecil que se cegue ao mundo e abra os olhos da alma para ouvir um violão ao fundo. Rodar pelo salão buscando a fusão dos corpos encharcados pelo suor da felicidade.

Compor metáforas utilizando coelhos e qualquer outro animal que tenha uma representação gentil...”fofinha”...Apelidos imbecis inventados aos milhares, frações de sentimentalismo barato e Sim!!! Sim!!! Realmente me sentir uma criança a desbravar sua curiosidade. Ser um estudioso do outro, descobrir suas fraquezas para que possa desvendar como fortalece-las e penetrar fundo em suas virtudes para que possa admira-la como se vislumbrasse um Manet empoeirado e inédito em um Boulevard parisiense ao nascer alaranjado de uma manhã de verão.

Quero um copo quente de café, capuccino talvez. Acompanhando pães quentes, um beijo e o deslizar de uma mão sobre meu braço! Aquele segundo que não acaba, que ficará eternamente gravado através da sombra que surge por entre as cortinas azuladas pela mais bela lua cheia.

Alguém que me faça ajoelhar cantando odes a ela. Que me faça querer dizer a todos que esqueçam o que escrevi, pois o homem que fui um dia voltou. Deixou seu ostracismo solitário para se banhar em rios de água cristalina.

Os pés descalços sobre a relva úmida, rodando, sentindo cada gota e cada toque, o dançar embriagado dos amantes.

Um tolo, os tolos talvez não vejam com os óculos que utilizo, mas sinceramente, creio que a receita é outra e necessito de óculos novos.


PS: Filmografia do dia: Melhor Impossível e Casablanca.
PS 2: Songs for swingin´ Lovers é uma boa pedida.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Boa Comida ou Comida Boa!

Conheci uma mulher!

Aquilo não era uma simples mulher, era um anjo!

Um anjo mulher!

Uma anja.

HUUUMMMMMM!!!

Daria uma canja Divina!

Sujeitinhos

E lá estão eles! Sempre os mesmos, os mesmos sorrisos amarelos a mesma cara lavada, as velhas mentiras e algumas novas vantagens.

Nos cercam, sufocam o livre arbítrio e as vontades. E lá estão eles, sempre os mesmos, a rir com seus belos dentes e seus cabelos bem penteados. Eles usam black-tie.

E há o outro lado, o nós. E nós estamos aqui olhando para eles, talvez por que riam de nós, desprezam-nos.

Talvez algum dia algum deles saia, aí aquele ele perdido procurará pelo nós e nós o receberemos, mas não de forma tão cordial, zoaremos com ele um pouco, mas acabará quando a ultima garrafa for quebrada.

E aquele ele se tornará nós e nós sairemos pelas ruas prateadas de uma santa sexta feira a cantarolar algo do gênero “Ó Jardineira por que estás tão triste! Mais o que foi que lhe aconteceu”. E eles rirão dele e ele rirá conosco e continuaremos nossa marcha trôpega “Foi a Camélia que caiu do galho deu dois suspiros e depois morreu” e assim vai até ele perder a voz e nós perdermos a voz ou encontrarmos vós. Vós seguireis conosco ou teremos nós que irmos até o vosso reino?

E assim continua a grande dança dos sujeitos, encontraremos elas e algumas se juntarão a nós, passaremos por eles, ele que se juntou à boêmia jornada rirá conosco e com vós, rirá até perder a voz.

Hei! E tu? Não vens? Embriaguemo-nos. Como assim de que? Bom poderíamos citar Baudelaire, mas ou você já ouviu demais esse poema ou não entenderá. Ta! Esqueçamos a poesia e cantemos...”Bandeira Branca Amor! Não posso mais”...

E quanto a mim? O que tenho eu a ver com isso tudo? Bem eu me junto a eles, que na verdade somos nós, pois eles não gostam de nossas músicas, não gostam de nossos cabelos e têm inveja de nossa marcha trôpega. Não!!! Nunca usei Black-tie, mas seria legal, ficaríamos igual ao BB King. Poderíamos fingir ser eles, poliríamos nossos dentes amarelinhos e entraríamos em suas festas. Aposto que nós poderíamos transformar aquela caretice burocrático-pasteurizada em uma festa das nossas.

Mas tudo bem sigamos a marcha, ou a marchinha “Aonde tem mulher eu to! Eu to e fico a vontade! Eu sou igual ao papai na minha idade”. Mas será que nossos pais gostariam de nossos cabelos? Ou prefeririam que fosse igual ao deles? Ó mundo cruel.